um blog de inspirações e expirações

21.6.16

o 187 tons de frio vai acabar?

A foto linda com screen do Tumblr tudo a ver com o post é do Ovan (via Pexels)
Vai sim.
Pelo menos, é a minha vontade agora.

Já faz muito tempo que eu estou tentando retomar o gosto por vir aqui, para criar posts, visitar blogs amigos (embora eu faça isso sim, mas sem deixar comentários). Enfim, para retomar aquela rotina gostosa de blogueiro, sabe?

Eu amo blogar, estou envolvida com blogs desde 2005, quando fiz o primeiro (que era uma droguinha hahaha) ainda no finado Weblogger. Nos últimos meses, criei muitos planos, montei um arquivo com ideias para posts, mudei o layout mil vezes, mas sempre que eu entrava aqui, a empolgação morria um pouquinho.

Eu não me identifico mais com o 187 tons de frio. Não é que eu esteja “negando o passado”, eu só não me sinto mais em casa aqui. Entro no blog e já quero sair imediatamente. Eu não sou mais a pessoa representada aqui. Ou pelo menos, não quero mais ser.

Quero outro blog, onde eu possa simplesmente fazer as coisas do jeito que eu quero (é claro que eu posso fazer aqui, eu só não me sinto confortável), falar sobre as coisas que eu quero, criar outros tipos de posts. 

O 187 tons de frio é lamuriento, eu não quero mais ser lamurienta, hahaha. Ainda estou meio sem jeito de abandonar esse nome que eu adoro, mas acho que não dá para desassociar as coisas. Se eu mantiver o nome, a lamúria vai se manter também, hahaha.

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Pensei em pedir a opinião de vocês, porque eu realmente tô meio perdida aqui.
O que vocês gostariam de ler? Que tipo de posts você acham que eu deveria fazer? Acham que eu deveria continuar aqui ou realmente criar um novo lugar?
Para dar mais liberdade, coloquei um formulário anônimo e bem curtinho. Assim vocês podem ser sinceros sem receios.



Mesmo que eu desista daqui, vou voltar com outro blog. Então vocês não estão livres de mim, nem adianta se animar, hahahaha.
Obrigada pela paciência de sempre <3

22.5.16

shampoo de bebê e o tênis que não vai com a minha cara


Desde que eu comecei a usar maquiagem com uma frequência mais cotidiana, me deparei com a questão de encontrar o demaquilante ideal para mim. A dificuldade já começa pelo fato de eu não ter conseguindo descobrir com certeza qual é o meu tipo de pele até hoje, haha. Acredito que seja normal ou seca porque a pele do meu corpo é seca em sua maior parte, mas a do rosto tem umas áreas oleosas que, incrivelmente, não se localizam na área T e sim, abaixo dos olhos, nas "maçãs" e um pouco na testa. De qualquer forma, essa oleosidade é bem pequena mesmo. 

Experimentei uns 2 demaquilantes de marcas acessíveis, "de farmácia", mas achei que minha pele ficou um pouco irritada e "limpa demais", meio repuxando. Não sou lá muito paciente, então resolvi experimentar a dica do shampoo de bebê que eu vi no blog da Bessie no ano passado. O mais legal é que essa dica está no livro da Vic Ceridono também, que eu ganhei do boy graças à minha espontânea cara de pau barra pedinte :}

Eu adorei usar o shampoo de bebê como demaquilante porque, na real, eu sou bem preguiçosa para tirar a maquiagem e já perdi a conta de quantas vezes fui dormir com a cara emplastrada de base. Obviamente, eu sei que não devo fazer isso se eu quiser o bem estar da minha pele, que já é meio estragadinha por natureza própria, haha. Quando eu tô com paciência, faço todo um ritual de tirar o excesso com algodão antes e, em seguida, faço uma lavagem mais trabalhada. Juro que faço até movimentos circulares, hahaha. Mas nos dias em que tô com preguiça e só quero me jogar na cama, passo direto o sabão na cara.

Não sei detalhes sobre como/se o PH do shampoo reage com a nossa pele (sei que nos cabelos não é muito recomendado), mas por enquanto não pretendo ficar procurando demaquilantes propriamente ditos para fazer experiências, a menos que vocês tenham indicações para o meu tipo de pele (normal a seca). Terão toda a minha gratidão :}


Ano passado resolvi comprar um tênis para me exercitar, mais especificamente, para fazer caminhadas e quem sabe arriscar uma corrida. Como estava com pouco dinheiro, limitei o valor para R$200 e comecei a procurar nas internê. Achei um da Nike que achei super lindo, próprio para o tipo de atividade que eu queria. Cabia no meu orçamento, onde não cabia era no meu pé mesmo, haha.

Eu sempre compro sapatos tamanho 37 porque 38 fica grande e 36 fica pequeno (salvo quando a forma é realmente maior ou menor). Isso vale para todo tipo de sapato, seja aberto ou fechado. Não procurei o tênis em lojas físicas, então fiquei de olho no tamanho em cm (24,5cm para mim) e como tudo deu match com o tamanho do meu pé, comprei o tênis feliz da vida e fiquei esperando ele chegar com notável ansiedade. 

O problema é que ninguém me disse que a Nike tem uma forma meio doida.
Quando chegou fui correndo experimentar e quase tive um infarto tentando fazer meu pé entrar dentro do sapato, hahaha. Depois de um certo esforço, o pé entrou e eu entendi que o tênis é realmente do tamanho do meu pé, só é "justo". É tipo aquela calça skinny que te serve perfeitamente, mas que você precisa dar uns pulinhos para ela subir nas coxas.

O bendito é super confortável, muito macio e gostoso de andar, mas machucou meu calcanhar :(

Resolvi que ia lacear antes de usar novamente e, a partir daí, comecei uma frenética pesquisa sobre os mais diversos métodos para lacear um sapato. Teve Gabi enchendo tudo com jornal e papel, Gabi calçando o tênis molhado com 3 meias por 5 horas e teve Gabi colocando o tênis dentro do congelador. Essa última funcionou para um dos pés, o outro continuava "pegando". Apelei e colei um monte de emborrachado no calcanhar. Funcionou que foi uma beleza \o/
Vou precisar trocar esse emborrachado pelo menos uma vez até que o tênis fique "velho" e totalmente laceado, mas tá quebrando um galhão! Acabou essa vida de calcanhar esfolado, hahaha.

Agora só falta manter a disciplina de ir me exercitar todos os dias, coisa que está se mostrando mais difícil do que toda a odisseia para lacear os sapatos =p

18.5.16

She so pretty

Christopher Campbell via Pexels | 187 tons de frio
© Christopher Campbell via Pexels
Lembro de sempre ter tido autoestima baixa, desde o início da adolescência quando eu já tinha um corpo gordinho, peitudo e coxudo. Minhas amigas eram, em geral, mais magras e tinham corpos que correspondiam às idades, mas quando eu paro para pensar no quanto a comparação do meu corpo com o corpo das minhas amigas afetava a maneira como eu me enxergava, chego à conclusão de que não me afetava em nada. Eu não tinha o hábito de me comparar com elas ou com outras garotas ou artistas, mas é óbvio que houve uma construção inconsciente da “imagem perfeita”, eu apenas não sabia disso.

De qualquer forma, nunca me comparei com ninguém porque eu não precisava. A imagem que eu via no espelho já era desagradável aos meus olhos. Eu não gostava do meu corpo gordinho, eu não gostava dos meus peitos grandes, eu achava meu rosto feio, eu não gostava dos meus braços peludinhos, não gostava da fina camada de penugem no meu rosto, não gostava de ter que comprar roupa na sessão adulta quando na verdade eu ainda era uma criança. Um dos primeiros caras que se interessou por mim era bem mais velho, deveria ter seus 25 anos. Acho que ele não fazia ideia, mas embora eu parecesse ter 20 anos, só tinha 12 e nem me interessava por meninos ainda porque boa parte da minha cabeça estava ocupada com Pokémon. Até meus 18 anos, fui muito “adultizada” e esse fato só contribuiu para que eu enxergasse minha imagem no espelho cada vez mais distorcida.
 
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